As instituições financeiras
contribuem para o desenvolvimento sustentável do Brasil, já que a maioria leva
em consideração o meio ambiente em suas políticas de concessão de crédito e
exige que os projetos estejam de acordo com as leis ambientais. Aqui no Brasil,
bancos como Unibanco, Santander Brasil, Bradesco, HSBC, BNDES, entre outros,
seguem o Protocolo Verde, criado em 1995 e revisto em 2008, com o objetivo de
estabelecer políticas e práticas bancárias que promovam qualidade de vida para
a população, além de proteção ambiental.
A adesão dos grandes bancos
privados do país ao Protocolo Verde também encurrala os empresários que ainda
desconsiderarem as práticas ambientais. Quem tiver responsabilidade
socioambiental receberá taxas, prazos e outras condições mais favoráveis,
segundo um dos pontos do protocolo.
A tendência das instituições
financeiras se tornarem responsáveis pelo meio ambiente é mundial. Em 2002, o
International Finance Corporation (IFC) - braço financeiro do Banco Mundial –
criou os Princípios do Equador, um conjunto de regras socioambientais que visa
a incorporação dos valores de responsabilidade social e sustentabilidade às
negociações de concessão de crédito para projetos com valor acima de US$ 50
milhões.
As primeiras instituições financeiras
que aderiram ao protocolo visavam evitar que os projetos financiados trouxessem
prejuízos ao meio ambiente. Mas hoje elas já enxergam a imagem positiva que a
medida traz para as organizações.
Aderir a protocolos ambientais
vai além do que a legislação espera das instituições financeiras. No Brasil,
desde 1981, a Lei 6.938/81 prevê que os bancos são corresponsáveis pelas obras
financiadas e podem ser considerados cúmplices, caso o projeto prejudique o
meio ambiente. Veja mais a respeito em outro artigo do nosso blog.
Conheça alguns princípios do Protocolo Verde que os bancos
consideram para criar suas ações:
- Financiar o desenvolvimento com
sustentabilidade, por meio de linhas de crédito e programas que promovam a
qualidade de vida da população, o uso sustentável dos recursos naturais e a
proteção ambiental.
- Considerar os impactos e custos
socioambientais na gestão de ativos (próprios e de terceiros) e nas análises de
risco de clientes e de projetos de investimento, tendo por base a Política
Nacional de Meio Ambiente.
- Promover o consumo sustentável de
recursos naturais, e de materiais deles derivados, nos processos internos.
- Informar, sensibilizar e engajar
continuamente as partes interessadas nas políticas e práticas de sustentabilidade
da instituição.
- Promover a harmonização de
procedimentos, cooperação e integração de esforços entre as organizações
signatárias na implementação desses princípios.
Com tudo isso, podemos afirmar
que projetos ambientalmente responsáveis terão mais facilidade de obter
financiamento dos bancos. A lista de exigências é grande e nós podemos ajudá-lo
a se adequar corretamente.
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