O Ministério Público
encaminhou nesta segunda-feira (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF) três
ações questionando o novo Código Florestal. As ações, assinadas pela
procuradora-geral da República em exercício, Sandra Cureau, questionam 18
artigos do código, considerados inconstitucionais.
Um dos principais
pontos criticados pela Procuradoria é a nova regra para Áreas de Proteção
Permanente (APPs) – áreas importantes para a preservação, como margens de rios
e topos de morros. O novo Código Florestal diminuiu a área protegida nos leitos
dos rios. Para a procuradora, essa decisão fragilizou as APPs.
As mudanças sobre a
Reserva Legal – uma porção da propriedade que deve manter a cobertura florestal
– também foram questionadas. A nova lei permitiu computar APPs dentro da
Reserva Legal, o que para a Procuradoria é irregular, porque APPs e Reserva
Legal têm funções diferentes no meio ambiente.
Além disso, as ações
questionam o Artigo 59, que define a regularização ambiental de produtores que
desmataram. Segundo a Procuradoria, esse artigo cria uma “imunidade à
fiscalização” e, consequentemente, anistia quem desmatou.
A Procuradoria pede ao
Supremo a suspensão dos artigos questionados até o julgamento final do Código
Florestal no STF.
Fonte:
REDAÇÃO
ÉPOCA - 21:32,
21/01/2013
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